Objetivo: monitorar clínicamente pacientes esquizofrênicos estabilizados a longo prazo, procurando detectar com acuidade sinais precoces de reagudização e intervir no sentido de impedir a sua progressividade. Outro parâmetro de trabalho é a avaliação da qualidade de vida do paciente e a sua compatibilidade do tratamento com neurolépticos garantindo que o paciente tolere os esquemas medicamentosos em uso contínuo.
Metodologia de atendimento: os pacientes são atendidos em grupo – formaram-se grupos com 6 a 8 paciente de mesma faixa etária – que são vistos a cada 40 a 60 dias. Inicialmente ocorre o atendimento grupal no qual são abordados tópicos gerais tais como, bem-estar, fatores de estresse de convívio, a rotina do dia-a-dia, o uso de medicação, presença de sintomas psicóticos e sintomas da esquizofrenia. Nesta instância, embora possa ocorrer uma orientação de situações pontuais, há o propósito de avaliação e não de terapia. Após a realização do grupo é feita uma pós-consulta individual com a eventual presença do acompanhante. Neste contexto é feita uma pesquisa mais minunciosa de eventuais pródromos e são atendidas demandas pessoais e confeccionada a receita da paciente.
Perfil do paciente: são pacientes estabilizados há mais de seis meses. A fase aguda da psicose deveria estar superada e a participação do paciente em programas de tratamentos do PROESQ consolidado ou já em fase de conclusão. O paciente deveria fazer uso do mesmo esquema posológico de medicação neste período (pelo menos na referência neuroléptica) e ter um perfil sintomatologia estabilizado. Recomenda-se que o paciente seja capaz de comunicar-se verbalmente.
Regularidade: o atendimento ocorre ás 3ª feiras a partir das 8:30 hs.
Encaminhamento: o encaminhamento deverá ser feito para Eliana que agendará uma triagem com o Wulf ou Jair. Convém fazer um breve resumo clínico com os principais dados da evolução.